sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Coisas de grávidas

Na minha actividade profissional tenho de estar sempre preocupada se as mulheres que atendo estão ou não grávidas. Se estiverem grávidas, ou se não têm a certeza, eu mando-as embora pelo mesmo caminho por onde vieram. (E tenho mandado muitas senhoras embora... grande parte delas ainda não me apareceu dizendo que não está grávida. Já dizem que eu engravido as mulheres... :s) Posto isto, eis o que acontece...

Eu: Quando foi a sua última menstruação?
Senhora: Deve vir para semana. Foi à mais ou menos 4 semanas a última.
Eu: Têm algum método contraceptivo para evitar a gravidez?
Senhora: Sou viúva.

Outro dia, outra senhora....

Eu: Quando foi a sua última menstruação?
Senhora: Já não me lembro menina... Foi lá para um mês atrás....
Eu: Têm algum método contraceptivo para evitar a gravidez?
Senhora: Sou solteira.

Novo dia, outra senhora... (com cerca de 50 anos de idade)

Eu: Quando foi a sua última menstruação?
Senhora: Ui menina!... Já não me lembro.
Eu: Hummm... mas a senhora tem algum método contraceptivo para evitar a gravidez? Ou tem algum "cuidado"?
Senhora: Oh menina, eu já não tenho idade...
Eu:
Mas a senhora ainda é menstruada não é?
Senhora: Sim, ainda sou.
Eu: E a sua menstruação é regular não é?
Senhora: É sim menina.
Eu:
Então sabe que pode engravidar?!
Senhora:
.... (Silêncio)... Não menina, não estou. Já não tenho idade para isso.

Senhoras deste meu país, serem viúvas ou solteiras não é nenhum método contraceptivo, vocês podem continuar a fazer a vossa vida apesar do vosso estado civil. E não é por já terem uma certa idade que não engravidam (ainda sendo menstruadas). Depois ficam admiradas quando as coisas acontecem. Depois podem surgir situações parvas como...

Senhora: Eu estou grávida....
Família: Mas tu não és viúva?

Ou então...
Senhora: Então Doutora, dá para ver na ecografia porque é que tenho dores de barriga frequentes?
Doutora: A senhora ainda é menstruada?
Senhora: Acho que entrei na menopausa; já não tenho a menstruação à quase 3 meses.
Doutora: Pois... é que a senhora está gravida.

Votos de continuação de boa semana... com ou sem gravidez.;p
Bjss

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Coisas que fazem parte da vida

Qual de nós em pequeno, num dos breves momentos entre brincadeiras e traquinices não parou por breves segundos para pensar o que vai na mente dos adultos. "Com será que eles pensam? São assim tão diferentes de nós (crianças)? E que conversas mais chatas que eles têm. Será que um dia vou ser tão chata como eles?"
O tempo passa, as tecnologias evoluem, novas modas se criam, o nosso corpo inevitavelmente muda assim como a nossa personalidade, que se vai moldando.

Assisti recentemente a um documentário na RTP2 sobre o Envelhecimento, em que tentavam descobrir vários factores que aumentassem a nossa longevidade. A população que estudaram (tinham perto dos 100 anos de idade ou mais), não apresentavam estilos de vida excepcionalmente saudáveis. Não eram grandes desportistas nem grandes adeptos da comida vegetariana. 80% da longevidade dessas pessoas deviam-se a factores genéticos, e apenas 20% a factores ambientais (ao contrário do que poderíamos pensar), o que deita um pouco por terra as campanhas para "estilos de vida saudáveis para viver mais tempo". Não quero com isto desaconselhar a praticarem hábitos saudáveis, pelo contrário; não vá aqueles investigadores americanos estarem enganados, mais vale jogar pelo seguro e zelarem pela vossa saúde.
A dado momento, debruçaram-se sobre a influência da mente sobre o corpo. Colocaram um grupo de idosos durante uma semana a realizarem as tarefas sem auxilio de outrem; onde se inclui, cozinha, arrumar, ir às compras, entre outras coisas. Resultado, o grupo em estudo aumentou, se não estou em erro, certa de 40% das suas capacidades cognitivas. Acreditando que eram capazes e esquecendo um pouco que tinham um corpo velho, acabaram por se tornar mais autónomos, ganharam mais mobilidade para além de ganharem outro ânimo para o dia-a-dia.
Vulgarmente dizemos sempre "basta querer para conseguirmos", que acabamos mesmo por acreditar que é apenas mais uma frase popular sem qualquer sentido, mas aquele grupo de idosos provou que existe alguma verdade.
Sou uma pessoa adulta e, pessoalmente, não estou desiludida nem contente por ser adulta, porque não tinha nenhuma expectativa de como seria quando chegasse onde estou agora; ao contrário de muitas crianças e jovens que andam sempre desejosos por chegar aos 18 anos, por acharem que nessa altura tudo muda, que serão olhados de forma diferente. Nada muda de um dia para o outro. A verdade é que não somos nada de especial (nós adultos), as crianças é que o sabem; somos uma seca, vivemos vidas de seca. As nossas conversas são uma seca a maior parte das vezes (só sobre trabalho, sobre a vida dos outros, problemas, dinheiro) e uma ou outra vez animada por assuntos de ordinarice e pouco mais. Até que ponto estou, ou estaremos nós, a perder ou não o nosso precioso tempo em coisas que nada importam e que chegam sempre ao fim; nós também um dia chegamos ao fim...

"Viver é fácil, difícil é saber viver..."


Estarei eu a perder alguma coisa?...

domingo, 12 de setembro de 2010

Coisas que nos afastam tanto tempo...

Olá boa gente! Com têm passado?

Já não apareço por este espaço à muito tempo... ou melhor, à muito muito muito tempo. Admito que afastei-me por desleixo e como tive uns tempos um pouco atribulados de trabalho... acabei por facilitar ainda mais, e quando dei por mim... já tinham passados mais de dois meses desde a última vez que escrevi. A falta de inspiração também não ajudou muito à festa. Com isto, apenas tenho que pedir desculpas (novamente! Ando a fazer isto muitas vezes...) e só posso prometer que da próxima vez aviso que me vou afastar por uns tempos. Mais uma vez, perdoem-me.
Mas para além da falta de inspiração e o excesso de trabalho, tenho uma outra boa desculpa para me ter afastado tanto tempo. Essa desculpa é nada mais nada menos que o grande amor da minha vida... o meu mais-que-tudo; ou melhor, ele é tudo! Grande, bonito, forte, negro com uma sonoridade muito sensual; tem-me dado muitas horas de prazer e de êxtase após tantos anos à espera dele (que estão a ser bem compensados).
Deu já algumas despesas e estou a contar que me dê mais algumas no futuro (talvez num futuro não muito longínquo), mas por ele... dou quase tudo de mim.
Entenderam agora a minha ausência? Podiam sempre pensar "Ai e tal... podias sempre escrever nas horas vagas, depois do trabalho", mas as horas vagas iam todas dedicadas ao meu "menino"; "menino" não que soa mal... ao meu belo "rapagão". Apresento-vos aquele que me arrebatou, o meu piano de parede da YAMANHA U1.



Então e agora, estou perdoada? Ora digam lá se não é bonito.:D

Votos de um bom fim de semana... seguido de uma boa semana.;p